No momento, você está visualizando Onde estão meus filhos? Que falta me faz…

Onde estão meus filhos? Que falta me faz…

Atenção, carinho e respeito estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Todos estamos envelhecendo, os anos estão passando, e cada vez nos sentimos mais solitários na nossa própria família.

As relações entre as gerações estão passando por mudanças. A diferença entre elas aumenta, em um tempo em que se vive uma vida velocíssima, na qual quase todo o tempo deve ser tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais- Facebook, Instagram, Youtube.

Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem o abandono deles por qualquer descontentamento. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes.

Para os mais velhos, o relógio gira mais lento. As lembranças são do passado, querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e tranquilas.

Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade de serem ágeis nos gestos e decisões.

Sentem incomodados com a lentidão e a hesitação ao digitar uma senha de computador ou quando pedem ajuda, mostrando sua fragilidade. Qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação.

Mas existe uma cobrança de cada indivíduo, família e sociedade: que na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio e mais tarde, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade.

Os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem, mantêm expectativas irrealistas e não têm a menor ideia do que é o envelhecimento e suas necessidades, acreditam que serão jovens e ágeis e úteis para sempre.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais contribui para um distanciamento e falta de empatia.

Restam poucos interesses em comum a compartilhar dentro da família.

Pensando que todos querem viver bem, com saúde física e psicológica por muitos anos, devemos promover mudanças bem definidas e definitivas na interação entre pais, filhos e avós. Mudanças mais humanas e sensíveis sendo o compartilhar algo indispensável.

As atividades intergeracionais tem como objetivo compartilhar as diferentes necessidades, dificuldade e habilidades dos pais, filhos e avós, de uma forma lúdica, divertida e informal, e o resultado é positivo para todas as partes. Paralelamente a busca de conhecimento sobre uma longevidade saudável, sobre o que é envelhecer, ajuda no diálogo entre as gerações.

A escola é o grande Elo das Gerações, é neste ambiente de educação e harmonia que as mudanças necessárias para humanizar as relações entre os familiares deverão acontecer. Os pais, hoje avós, irão reencontrar as suas crianças perdidas, e os laços familiares irão se restabelecer.