Quantos remédios seu familiar idoso toma por dia?
É comum que idosos com doenças crônicas como hipertensão, diabetes, osteoporose, Parkinson ou Alzheimer utilizem cinco, seis, oito ou mais medicamentos diferentes ao mesmo tempo. À primeira vista, parece adequado, cada remédio foi prescrito por um médico, para uma condição específica.
O problema é que o uso simultâneo de múltiplos medicamentos em um organismo envelhecido cria riscos que nenhum dos médicos prescritores, isoladamente, consegue avaliar por completo. Isso tem um nome: polifarmácia.
O uso excessivo de medicamentos em idosos: o que acontece no organismo
Polifarmácia é o uso regular de cinco ou mais medicamentos ao mesmo tempo. Na população idosa, ela é extremamente comum e extremamente subestimada como fator de risco.
O organismo do idoso processa medicamentos de forma diferente do adulto jovem: o metabolismo é mais lento, os rins filtram com menos eficiência e o fígado metaboliza com menos capacidade. Um medicamento prescrito em dose padrão pode se acumular, gerando efeitos que nunca foram previstos. Quando vários interagem entre si nesse contexto, os riscos se multiplicam:
- Tontura e queda (uma das principais causas de fratura em idosos)
- Confusão mental e desorientação
- Sonolência excessiva ou insônia
- Alterações de pressão arterial
- Problemas digestivos, renais e hepáticos
- Piora de condições preexistentes por interação medicamentosa
A polifarmácia raramente acontece por descuido. Ela é, na maioria dos casos, o resultado de um sistema de saúde fragmentado: cada especialista vê sua parte, mas ninguém vê o todo. Com o tempo, novos remédios são adicionados para tratar efeitos adversos de outros, e a lista cresce junto com o risco.
O tratamento não medicamentoso: uma alternativa real e subestimada
Nem toda sintomatologia do envelhecimento precisa de um remédio novo. Muitas das condições mais comuns na terceira idade, como ansiedade, insônia, agitação, isolamento, declínio cognitivo leve e perda de mobilidade, respondem de forma significativa a intervenções não medicamentosas quando aplicadas de forma estruturada e contínua.
O tratamento não medicamentoso no idoso inclui práticas como:
- Atividades de estimulação cognitiva, que retardam o declínio e reduzem sintomas de ansiedade e agitação
- Exercícios físicos adaptados e dançaterapia, que melhoram equilíbrio, humor e qualidade do sono
- Rotina estruturada, que reduz a desorientação e favorece a autonomia
- Convivência social ativa, que combate o isolamento, fator diretamente ligado à depressão e ao uso de antidepressivos
- Acompanhamento clínico contínuo, que permite identificar quando um sintoma pode ser tratado com intervenção comportamental antes de recorrer a uma nova medicação
Quando bem aplicadas, essas intervenções podem reduzir a necessidade de medicamentos, melhorar a resposta ao tratamento existente e diminuir os riscos associados à polifarmácia.
Como o Espaço Gero trabalha essa abordagem
No Espaço Gero em Campinas, o cuidado ao idoso é construído sobre essa lógica: medicação quando necessária, intervenção não medicamentosa como parte estrutural da rotina.
As atividades de estímulo cognitivo, dançaterapia, exercícios de mobilidade e convivência social fazem parte do dia a dia do Daycare e do modelo residencial. Elas são planejadas e acompanhadas pela Dra. Manuela Santos, médica especializada em saúde do idoso com mais de 20 anos de experiência em reabilitação, que avalia periodicamente o esquema medicamentoso de cada residente e frequentador.
Cuidar bem não é acumular remédios. É saber quando não precisar deles.
Conheça o Espaço Gero em Campinas, avaliação geriátrica e cuidado integrado para idosos.




